#SomosTodosMorillo em defesa da EBC

A direção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) não para de nos surpreender. Depois de optar pelo silêncio em meio aos ataques sofridos por diferentes veículos da mídia privada, os gestores resolveram punir um editor que inseriu nota em um dos nossos jornais explicando o papel da comunicação pública.

Os trabalhadores – que se sentiram confiantes e inspirados pela nota – resolveram mostrar para a direção que #SomosTodosMorillo e que vamos defender a única pessoa que defendeu a comunicação pública e a existência da empresa (a outra exceção foi a chamada da TV Brasil que tem conteúdo muito semelhante ao da nota, mais uma demonstração do absurdo dessa tentativa de punição).

Hoje (14), no dia do seu depoimento em processo de sindicância interna, nos reunimos nas diferentes praças para demonstrar nossa união.

Confira abaixo a carta que explica toda a história e também a nossa posição a respeito do episódio:

 

Em defesa da EBC e do colega Morillo Carvalho

Muitos têm sido os ataques à EBC e a seus funcionários nos últimos meses. Parte deles vem da mídia privada, de olho nos recursos públicos que poderiam engrossar suas verbas publicitárias, e também ansiosa por ver o fim dos nossos serviços de distribuição gratuita de conteúdo. Uma das publicações foi da revista “Época”, que dedicou capa, editorial e matéria de 10 páginas ao tema. A capa nos classifica como um “mico”, e justifica o título pelo desempenho da TV Brasil na medição de audiência do Ibope – demonstrando desconhecer a importância e a multiplicidade de veículos e projetos da EBC.

O vasto material chama a nossa atenção, principalmente por estarmos às vésperas de uma eleição presidencial. E foi assustador o silêncio da direção da empresa: nenhum EBC Informa, nenhum pedido de direito de resposta, nenhuma linha a respeito nos nossos veículos, nada… só silêncio. E, para nossa indignação, os dirigentes da EBC não só se calaram, como estão preocupados em punir quem tenta defender a empresa. O funcionário do Radiojornalismo Morillo Carvalho, responsável pela edição do Repórter Nacional das 18h, veiculou nota sobre o “mico” na abertura do jornal do dia 17 de agosto.

“É papel da comunicação pública levar conteúdos que estimulem a formação crítica do público. Aqui, você é tratado como cidadão, e não como consumidor. Com nosso trabalho, mostramos a importância da complementariedade entre os sistemas público, privado e estatal de comunicação, prevista na Constituição. Essa é a nossa resposta a quem classifica nosso trabalho como ‘mico’, como diz a capa da próxima edição da Revista Época”, diz o texto, na íntegra.

Na segunda-feira seguinte, Morillo foi chamado para uma reunião com gerentes e coordenadores de sua área, além do diretor de jornalismo da EBC e do jurídico da empresa. Ele foi informado de que será punido, sob justificativa de que ele não tinha autoridade para fazer um editorial. E a promessa foi cumprida: a direção abriu sindicância contra o trabalhador, e seu depoimento foi marcado para hoje (14).

Morillo fez somente seu trabalho. Tomou uma atitude singela, técnica e acertada como editor responsável por um dos jornais da casa. A nota, que deveria ter sido a regra de todos os veículos da EBC, deu forças aos funcionários para que encarassem de cabeça erguida a próxima pauta, a próxima fonte e até mesmo os colegas de profissão. Nos recordou dos motivos pelos quais nos orgulhamos de estar aqui, de termos escolhidos a EBC para trabalhar. E deu aos ouvintes uma satisfação, mostrou que estamos atentos ao que acontece e que é nossa função defender esse patrimônio do povo brasileiro.

O conteúdo da nota, inclusive, é muito semelhante à outra única iniciativa vista na empresa para defender a nossa existência: chamada da TV Brasil que traz, com bom humor, menção ao “mico” estampado na capa da Época.

Desse modo, reivindicamos que a empresa interrompa a sindicância aberta contra o funcionário – que mesmo não tendo chegado a uma conclusão, já tem consequências para a sua saúde mental e para o clima institucional do Radiojornalismo – e desista de aplicar qualquer punição a ele. Entendemos ainda que a atitude da empresa é uma prova inconteste da cultura de assédio perpetuada na EBC, e lembramos que a gestão deve respeitar decisão judicial que obriga a empresa a combater a prática.

Também seguimos defendendo que a EBC se posicione a respeito dos ataques sofridos pela empresa, veiculando nas rádios, Agência e TV um texto em defesa da EBC e da comunicação pública. Ansiamos para que a direção compreenda, enfim, seu dever e responsabilidade histórica em adotar essa postura. E, conquistando essa compreensão, quem sabe a gestão possa adotar enfim a medida certa: reconhecer Morillo Carvalho pelo excelente serviço que prestou a todos os funcionários, à empresa e, em última instância, ao povo brasileiro.

Comissão de Empregados da EBC

Sindicato dos Jornalistas do DF, RJ e SP

Sindicato dos Radialistas do DF, RJ e SP

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EBC afronta Justiça e mantém assédio a trabalhadores

A Comissão de Empregados da EBC repudia com veemência a decisão da Direção da empresa de expulsar da Ouvidoria três empregadas concursadas, uma delas membro da Comissão de Empregados. A medida é uma clara afronta à decisão da 20ª Vara do Trabalho, do Tribunal Regional da 10ª Região, que determinou que a Diretoria da EBC adote ações contra o assédio moral.

A medida persecutória, arbitrária e cruel foi tomada, segundo o gerente do RH, Mário Márcio Simões de Oliveira, a mando da ex-diretora geral Christiane Samarco, designada hoje (5) para o cargo de Ouvidora.

As três colegas alvo do assédio da Direção da EBC estão sendo perseguidas por terem liderado, em junho deste ano, movimento que resultou na denúncia contra a ex-ouvidora interina Edit Silva na Comissão de Ética da empresa. Na denúncia, atualmente sob análise da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, empregados lotados na Ouvidoria relatam diversos casos de abuso de autoridade, assédio moral e vários outros ataques aos empregados do setor.

Ontem (4), após as colegas serem comunicadas que estavam expulsas da Ouvidoria e transferidas para outro setor sem qualquer diálogo, a Comissão de Empregados e o representante dos empregados no Conselho de Administração (Consad), Edvaldo Cuaio, procuraram o chefe de Assessoria da Presidência, João Ernesto Cristófolo, que deu versão conflitante à dada pelo gerente de RH.

Fica muito clara a posição de conivência, por parte da empresa, com a continuidade do assédio e retaliação sofrida pelos colegas da Ouvidoria.

A Comissão de Empregados ressalta que a liminar concedida no dia 13 de agosto pela 20ª Vara do Trabalho determina que a Direção da EBC “ABSTENHA-SE de permitir, praticar, promover ou tolerar condutas de assédio moral em seu ambiente, seja assédio interpessoal seja organizacional (straining), sob pena de multa mensal de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) para cada situação verificada”, entre outras decisões.

Diante disso, caso a Direção da EBC insista na medida persecutória contra as colegas, a Comissão de Empregados denunciará o presidente da EBC, embaixador Alexandre Parola e os demais diretores da empresa ao Ministério Público do Trabalho e à 20ª Vara do Trabalho por desrespeito à decisão judicial.

Ouvidoria independente

A indicação de Christiane Samarco trouxe perplexidade e espanto aos trabalhadores. A Ouvidoria deve ser chefiada por uma pessoa com perfil independente e técnico. Samarco claramente não se enquadra no requisito de independência. A indicação vai garantir a ela dois anos de estabilidade no cargo.

Os funcionários da Ouvidoria já levaram à direção da empresa várias críticas, inclusive, referentes a mudanças feitas no setor ao longo do último ano. Nas denúncias, é ressaltado que a Ouvidoria deixou de realizar a atribuição de análise crítica à linha editorial da empresa – comandada por Christiane Samarco -, o atendimento transparente e adequado ao público externo e o papel de diálogo interno para resolução de conflitos.

A Comissão de Empregados avalia como deboche aos empregados e à sociedade a surpreendente nomeação do ex-diretor de Jornalismo Lourival Macedo como ouvidor-adjunto. Além da falta de independência de Lourival, que deixou recentemente a empresa ao aderir ao plano de demissão voluntária elaborado com a participação dele, ele foi alvo de diversas queixas de trabalhadores em relação à censura, perseguição e conivência com uma linha editorial governista nos veículos da EBC.

Comissão de Empregados da EBC

Em defesa da EBC e do colega Morillo Carvalho

Muitos têm sido os ataques à EBC e a seus funcionários nas últimas semanas. Dessa vez, tudo começou com os colunistas. Pintados de vagabundos, nós fomos acusados – sem nenhuma prova – de “fazer farra” de atestados médicos por “colegas” do “Estadão” e do jornal “Metro”. A direção da EBC se calou diante desta grave acusação. Acontece que agora a situação se agravou e a revista “Época” dedicou sua capa, editorial e matéria de 10 páginas a um vigoroso ataque à empresa. A capa traz, em letras garrafais, que o que se faz por aqui é “pagar mico”. Dentro da revista, vemos a corriqueira desinformação sobre a EBC de sempre. Há também a habitual investida sobre a falta de audiência da TV Brasil – mesmo que esta recentemente tenha sido anunciada como a 10ª emissora de maior audiência do país – e o ataque aos investimentos públicos feitos na EBC, descritos como desperdício de dinheiro. Há, mais uma vez, menção à tal “farra dos atestados”.
Desde a fundação da EBC, têm sido comuns ataques por parte da imprensa comercial à nossa empresa, de olho nos recursos que a sustentam e poderiam engrossar suas verbas publicitárias. No entanto, o que vemos agora parece uma ofensiva coordenada de vários veículos, e sem precedentes. Nunca havíamos merecido dez páginas de uma revista semanal, muito menos às vésperas de uma eleição presidencial. É assustador o silêncio da direção da empresa diante disso: nenhum EBC Informa, nenhum pedido de direito de resposta, nenhuma linha a respeito nos nossos veículos, nada… só silêncio. Não podemos admitir que a direção da EBC se omita diante dos graves ataques que a empresa tem sofrido.
Em meio a tantos ataques, nos causou espécie o fato de que a EBC esteja mais preocupada neste momento em punir quem tenta defendê-la. Estamos falando do colega Morillo Carvalho, editor do radiojornalismo de Brasília. Responsável pela edição do jornal das 18h, Morillo fez, na abertura da edição da última sexta-feira, uma breve defesa da EBC, com um texto que dizia: “É papel da comunicação pública levar conteúdos que estimulem a formação crítica do público. Aqui, você é tratado como cidadão, e não como consumidor. Com nosso trabalho, mostramos a importância da complementariedade entre os sistemas público, provado e estatal de comunicação, prevista na Constituição. Essa é a nossa resposta a quem classifica nosso trabalho como ‘mico’, como diz a capa da próxima edição da Revista Época.” Dali, o jornal seguiu normalmente. Na segunda-feira, Morillo foi chamado para uma reunião com gerentes e coordenadores de sua área, além do diretor de jornalismo da EBC e do jurídico da empresa. Nela, ele foi informado de que será punido pelo que fez – no caso, ter sido o único a defender a empresa dos cada vez mais frequentes ataques que esta tem sofrido. Isto porque ele não tinha autoridade para fazer o editorial.
O problema é que quem tinha não só a autoridade, mas o dever de tomar essa iniciativa, que é a direção da empresa, não o fez até o momento. Nenhuma empresa de comunicação se cala diante de ataques tão graves quanto os que têm sido feitos à EBC nas últimas semanas. Desse modo, exigimos que a empresa se posicione de imediato, não apenas pedindo direito de resposta à “Época”, mas também veiculando nas rádios, Agência e TV um texto em defesa da EBC e da comunicação pública. Também exigimos que a punição ao colega Morillo, que ainda não foi definida, seja abortada. Afinal, ele fez o que se espera de todos nós e principalmente daqueles que estão em cargos de direção: defendeu a empresa em que trabalha e a importância da comunicação pública para o povo brasileiro.

Conheça as propostas apresentadas pelos trabalhadores para a pauta de negociação do Acordo Coletivo da EBC

Os Sindicatos dos Jornalistas do DF, RIO e SP, os Sindicatos do Radialistas do DF, RJ e SP e a Comissão de Empregados da EBC divulgam as propostas de alteração da pauta de reivindicação para o ACT da EBC 2018/19 apresentadas pelos trabalhadores da empresa. Confira aqui as propostas.

Neste ano, pela EBC não ter permitido a utilização da videoconferência da empresa pelos trabalhadores, uma nova metodologia para definição de pauta foi decidida pela assembleia no dia 10/8.

Os trabalhadores tiveram cinco dias para envio por e-mail de propostas de inclusão, alteração ou supressão a pauta apresentada pelas entidades sindicais, apresentando o texto da cláusula e sua justificativa. Cerca de 40 pessoas apresentaram propostas para as entidades.

Correção de propostas

Algumas propostas estão prejudicadas por não atenderem o modelo aprovado na assembleia, como o envio do texto da cláusula conforme o ACT e a referência à cláusula do acordo vigente a ser modificado. Os trabalhadores terão um prazo maior, até o dia 20 de agosto, às 18 horas, para emendar os textos – ou seja, consertar as propostas – pelo e-mail actebc2018@gmail.com. Qualquer dúvida pode ser esclarecida também no telefone 61 98130-0407. Falar com Gésio Passos, do Sindicato dos Jornalistas do DF.

Qual o próximo passo?

Já que muitas propostas se relacionam a uma mesma temática, a sistematização aglutinou essas emendas afins que poderão ser alteradas ou fundidas pelos empregados também até o dia 20, às 18h, por e-mail. O arquivo da sistematização indica o e-mail de todos os responsáveis pelas propostas.

Também até o dia 20, às 18h, ainda poderão ser apresentadas as justificativas para as propostas, já que muitos empregados não enviaram os seus motivos. Lembrando que o envio das propostas deverá ser realizado somente pelo e-mail actebc2018@gmail.com .

No dia 20 de agosto será publicada uma nova sistematização final que será votada pelas assembleias que ocorrerão de forma simultânea no dia 23 e 24 de agosto.

Os empregados também devem aproveitar para já discutirem se concordam ou não com as propostas. Nunca é cedo para começar o debate! A discussão é livre: pode ser feita pessoalmente, pelas redes sociais, grupos de whatsapp… o importante é chegar bem informado à assembleia de votação.

Erratas na proposta dos Sindicatos

Foram divulgadas três erratas na proposta base dos Sindicatos. Na cláusula oitava, da Gratificação de Função, o percentual correto da proposta das entidades, no parágrafo primeiro, é 70%. O valor por extenso estava escrito errado.

Na cláusula décima primeira – adicional noturno, a proposta das entidades mantém o texto do ACT vigente. O percentual correto é 25%. O valor por extenso também estava escrito errado.

Já na cláusula septuagésima nona – multa por descumprimento, o texto enviado não havia a última oração da frase “para cada cláusula específica comprovadamente descumprida”, existente no ACT vigente.

CAMPANHA SALARIAL DOS TRABALHADORES DA EBC COMEÇA COM NOVA METOLOGIA PARA CONSTRUÇÃO DA PAUTA – CONHEÇA PRAZOS E REGRAS

Este ano, pela primeira vez em um processo de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho, a direção da EBC proibiu seus trabalhadores de utilizarem os espaços de convivência – que possuem videoconferência – para discutir a pauta. Essa negativa, não por acaso, impede a realização das nossas assembleias no formato tradicional: todas as praças, em tempo real, debatendo e formulando as propostas juntas. Temos o desafio, portanto, de manter a participação ampla dos empregados para definir a pauta do Acordo Coletivo que queremos para 2018/2019, sem acabar com as etapas de discussão e de tentativa de se chegar ao consenso diante das diferentes propostas que surgem no caminho.

VEJA A PROPOSTA DE PAUTA APRESENTADA PELAS ENTIDADES

Para isso, as entidades representativas dos trabalhadores criaram uma metodologia baseada no envio de propostas e suas defesas/justificativas por escrito. Vamos continuar a fazer as assembleias ao mesmo tempo em todas as praças da EBC, mas não teremos os debates em tempo real. As assembleias vão ser exclusivamente de votação. Cada praça realiza sua contagem; as entidades somam tudo e divulgam de forma imediata.

É muito importante que todo mundo tenha conhecimento e respeite os prazos para envio e modificação de propostas, porque não vai ser possível incluir ideias durante as assembleias de votação. Abrir exceções significa prejudicar a transparência e uniformidade da análise da pauta por todas as praças.

As propostas devem ser enviadas exclusivamente para o e-mail actebc2018@gmail.com, contendo o texto na forma de cláusula (veja o ACT para entender a forma da redação) e justificativa com no máximo 1.000 caracteres (contando espaços). Não poderemos incluir sugestões publicadas no Whatsapp, Sou + a EBC ou qualquer outro meio, inclusive as entregues pessoalmente a qualquer representante dos trabalhadores. Essa regra garante que não esqueçamos alguma proposta, que as entidades consigam sistematizar tudo o que receberem e também que exista o registro oficial de todas as propostas, presando pela transparência e lisura do processo.

Veja abaixo como funcionará o método:

➡ 10 de agosto – 1ª sessão da assembleia: as entidades apresentaram a nova metodologia e a pré-pauta elaborada pelas entidades. Ambas estarão disponíveis no site de cada entidade. A partir desta data, foi aberto o período para que os trabalhadores possam apresentar emendas.

➡ 10 a 16 de agosto –Envio de emendas exclusivamente pelo e-mail actebc2018@gmail.com, contendo o texto e uma curta justificativa (até 1.000 caracteres, contando espaços). As emendas devem ser identificadas como uma das três alternativas: 1) Adição – novas propostas; 2) Alteração – ajustes às propostas feitas pelas entidades; 3) Supressão – supressões de redações apresentadas pelas entidades. A emenda deve ser escrita da forma como deve entrar na pauta, no formato de cláusula (uma dica é abrir o acordo coletivo vigente para saber qual é o formato e a linguagem adequada. Ele está disponível na intranet). No caso de alteração, a emenda deve trazer o trecho a ser alterado e a nova redação. Caso alguma das propostas apresentadas pelas entidades não receba emenda de supressão, será considerada aprovada na sessão da assembleia do dia 23. O autor deve colocar nome completo, matrícula, praça e área.

➡ 16 de agosto – Primeira publicação das emendas apresentadas até então. As propostas recebidas ficarão disponíveis nos sites das entidades para os trabalhadores de todas as praças, para que os colegas possam conversar sobre possibilidade de alterações nas emendas, buscar apoio para suas ideias ou mesmo entrar em consenso com outros propositores para formular uma emenda nova que contemple todo mundo. Também enviaremos as emendas por lista de transmissão no Whatsapp. Os interessados em fazer parte da lista podem entrar em contato pelo (61) 98130-0407.

➡ 16 a 19 de agosto – Possibilidade de ajustes e alterações. Nesses dias, os autores das emendas (inclusas as entidades de representação dos trabalhadores) poderão alterá-las, fundi-las e fazer qualquer outro ajuste a partir do debate com os trabalhadores. As mudanças dependerão da anuência dos autores. A nova redação deverá ser encaminhada exclusivamente pelo e-mail actebc2018@gmail.com, junto com nova justificativa.

➡ 20 de agosto – 2ª e última publicação das emendas. Todas as propostas apresentadas, inclusive aquelas que passarem por alteração, serão novamente comunicadas aos trabalhadores. São estas propostas que irão à votação. As emendas ficarão disponíveis nos sites das entidades, serão publicadas no Sou + EBC e serão enviadas via lista de transmissão no Whatsapp.

➡ 23 de agosto – 2ª sessão da assembleia. As propostas sem emendas serão consideradas aprovadas. As emendas serão votadas, uma a uma, em cada praça. A mesa de cada assembleia fará a leitura da justificativa apresentada pelo autor da emenda, abrindo fala de defesa a favor e contra. Ao final, serão somados os votos das três praças para averiguar o que foi aprovado. Não será permitido apresentar ou alterar propostas.

24 de agosto – 3ª sessão da assembleia. Serão votadas as emendas restantes e concluída a aprovação da pauta. Qualquer caso omissão será avaliado e encaminhado pelas entidades.

Em defesa da saúde e de direitos conquistados: a resposta dos trabalhadores da EBC ao Estadão

Causou espanto e perplexidade aos empregados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) as notas publicadas esta semana, na Coluna do Estadão, sobre a acusação de que existira uma “farra” na apresentação de atestados médicos e o pagamento de supersalários a trabalhadores concursados.

Em primeiro lugar, estranhamos o fato de que nenhuma das entidades representativas dos funcionários da empresa foi procurada para apresentar um posicionamento à coluna. É premissa do Jornalismo a busca por todos os lados de uma questão.

Dito isso, queremos informar que também nos causa muita preocupação a quantidade de atestados médicos apresentados. Afinal, não é nada divertido adoecer – especialmente quando o trabalho está envolvido no processo.

O tema, inclusive, foi tratado em reunião com o presidente da EBC, Alexandre Parola, realizada no início de junho, com representantes da Comissão de Empregados, do Sindicato dos Radialistas do Distrito Federal e do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal.

Na ocasião, colocamos nossa preocupação com o aparente crescimento de pessoas adoecidas na empresa, especialmente por questões de saúde mental. Relatamos que inúmeros casos de adoecimento foram desencadeados em decorrência da atividade laboral.

Dados obtidos pelas entidades representativas dos trabalhadores via Lei de Acesso à Informação demonstram, inclusive, que existe uma tendência crescente no adoecimento de funcionários por questões ligadas à saúde mental. Em 2014 e 2015 foram 169 e 162 atestados, respectivamente. Em 2016 o número começa a aumentar: 219 licenças médicas. Em 2017 foram 252 atestados.

Ao contrário do que tenta fazer crer a coluna, o crescente número de atestados pode ser atribuído à precarização das condições para o exercício da profissão, como o crescimento dos casos de assédio moral, perseguições, excesso de trabalho motivado por falta de pessoal, censura e insegurança quanto ao futuro da EBC.

A EBC, inclusive, chegou a ser notificada pelo Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF) por conta do crescimento no número de ações judiciais por assédio, em julho de 2017. Na ocasião, o órgão recomendou que a empresa adotasse medidas efetivas no combate ao assédio moral organizacional, o que não foi implementado.

Os trabalhares e trabalhadoras da EBC não são contra uma auditoria nos atestados aprestados. Pelo contrário, a investigação pode comprovar que as ausências são diretamente relacionadas às condições insalubres de trabalho.

Importante lembrar que até pouco tempo os empregados da EBC recebiam adicional por insalubridade depois que muitas mortes por câncer foram comprovadamente ligadas à radiação emitida pelos transmissores de rádio. Possivelmente, se o adicional ainda fosse pago aos empregado da EBC, a Coluna do Estadão consideraria a “bolsa câncer” como mais um “privilégio”.

Ainda assim, desconsiderando essas condições, a proporção apresentada pela jornalista do Estadão, de 16 atestados por dia, é plenamente razoável para uma empresa de mais de 2 mil funcionários.

Em contrapartida, não há a informação de ação interna da empresa para prevenir e mitigar os casos, mesmo que previsto no Acordo Coletivo de Trabalho, ou mesmo uma ouvidoria para saber como o trabalho está contribuindo para os afastamentos.

Em reunião com a direção da empresa, foi informado que a Comissão de Empregados elabora um relatório para documentar a relação entre doença e os afastamentos do trabalho. Um esforço dos próprios trabalhadores para realizar um levantamento que deveria ser feito pela gestão.

Direitos conquistados

De forma desumana, a Coluna do Estadão tenta ainda insinuar ser um “privilégio” o direito conquistado no Acordo Coletivo para que os funcionários acompanhem cônjuges, filhos, pais, irmãos ou dependentes legais em consultas ou atendimentos médicos.

É direito de cada categoria lutar por conquistas que impliquem em melhor qualidade de vida e proteção da unidade familiar, assim como é direito da empresa estabelecer benefícios além do estipulado em lei para criar um ambiente atrativo a bons profissionais, assim como prezar pela saúde de todos os seus empregados. Cabe dizer que essa é uma conquista sobretudo das mulheres, em geral responsáveis pelo cuidado com os demais membros da família.

Quanto aos afastamentos que excedem os 15 dias, não deixamos de seguir o que preconiza a lei quanto à necessidade de avaliação periódica do INSS. O benefício foi fundamental para colegas que, por exemplo, tiveram fraturas, síndrome do pânico, passaram por tratamento intensivo e prolongado ou nos casos de gravidez de risco.

Essa garantia não é exclusiva dos trabalhadores da EBC. Vale ressaltar que a Convenção Coletiva de Trabalho dos jornalistas dos veículos privados de Brasília também assegura a complementação salarial, por 90 dias, nos casos de afastamento por motivo de saúde. Uma conquista que atende inclusive os profissionais do Estadão, e que é comum a diversas outras categorias.

Benefícios além do que estabelece a lei são adotados também por empresas privadas que têm preocupação com a saúde de seus funcionários. É de se espantar que a colunista defenda justamente o oposto.

“Supersalários”

Como se isso não bastasse, a Coluna do Estadão tenta ainda vender a ideia de que a EBC é uma empresa que paga “supersalários” aos seus empregados concursados. Tese irresponsável, equivocada e estatisticamente inverossímil. Uma pequena pesquisa no Portal da Transparência evidenciaria que, a despeito do papel extremamente relevante da EBC para a sociedade, a empresa tem um dos pisos salariais mais baixos de todas as empresas públicas e da administração federal.

Salários acima de R$ 20 mil pagos a empregados da EBC, citados pela coluna, são exceção, e em parte são relacionados a processos trabalhistas bem-sucedidos na Justiça. Dados disponibilizados pela empresa referentes a 2017 indicam que, dos 2.150 funcionários da EBC, apenas 16% deles (343 pessoas) estão acima do nível 20 (com mais de 10 anos de empresa ou na metade da carreira). Desse total, 104 são de nível superior. O valor do salário base, no nível 20, para os cargos de nível superior é de R$ 8.285,41. Ou seja, menos de 5% dos empregados possui remuneração básica acima de R$ 8 mil. Em cargos de nível médio o valor é ainda menor. Existem funções em que nenhum empregado está no nível 20 (R$ 4.962,40).

Existem, sim, diferenças salariais em relação à remuneração base para radialistas e jornalistas. Esses cargos possuem jornada especial definida por lei de alcance nacional, de 6 e 5 horas, respectivamente. Em função da demanda das empresas de comunicação, tanto a EBC como as empresas privadas, existe o mecanismo de horas extras contratuais, ou prorrogação da jornada, prevista inclusive na CLT, que garante uma ampliação da remuneração de parte destas categorias. Mas nem mesmo com o acréscimo a maioria consegue chegar a R$ 10 mil.

Em contrapartida, os salários estabelecidos para cargos em comissão, ocupados por indicações políticas e ignorados pela Coluna do Estadão, são altos. Superam os R$ 20 mil e vão até quase R$ 30 mil, como no caso de todos os gerentes-executivos, os superintendentes, quatro diretores, além do diretor-presidente e o diretor-geral. Há ainda os cargos de assessor, atualmente usados para que contratados exerçam a função de apresentador, repórter ou produtor. Várias dessas posições, inclusive, são atualmente ocupadas por ex-jornalistas do Estadão.

No momento em que o debate sobre fake news torna-se um dos temas que mais mobiliza legisladores, sociedade, jornalistas e comunicadores, a falsa informação difundida pela Coluna do Estadão demonstra apenas ter o intuito de menosprezar os relevantes serviços prestados pela EBC à sociedade e distorcer a realidade da empresa, criando um factoide sensacionalista.

Enquanto a Coluna do Estadão busca criminalizar trabalhadores, nossa luta é por valorização dos empregados da EBC e por uma comunicação pública independente.

Comissão de Empregados da Empresa Brasil de Comunicação

Que vergonha esse “EBC Desinforma”!

O EBC Informa divulgado nesta terça-feira causou surpresa à Comissão de Empregados e demais funcionários que se dedicam a mapear casos de censura e linha editorial governista. Primeiro, porque o próprio presidente da EBC, Alexandre Parola, ao receber integrantes da Comissão e dos sindicatos do DF, pediu que reuníssemos provas dos problemas apresentados a ele, especialmente a respeito de censura, assédio e adoecimento de funcionários. Não só foi comunicado a Parola que estávamos iniciando esses mapeamentos, como foi acordado que entregaríamos o resultado ao presidente.
Segundo, porque a empresa tomou para si a função de falar pelos editores, tentando dividir os trabalhadores e claramente eximindo os gestores da responsabilidade. Ao usar essa estratégia, a gestão acabou atribuindo a responsabilidade pela censura a funcionários que não possuem poder de decisão determinante sobre a nossa linha editorial e abordagem de conteúdos – especialmente assuntos de interesse do governo federal. Nos causa indignação que a DIREX desconheça as entidades dos trabalhadores e se refira a elas como “um grupo de empregados”. Nos indigna também que aponte os editores como culpados da censura. Devemos lembrar que a responsabilidade é do chefe do setor. Existe uma relação de subordinação que limita a autonomia dos funcionários. E sabemos bem que as orientações são passadas de cima para baixo. Temos inclusive reportagens sem assinatura de repórter e editor, e muito material editado diretamente pelas chefias. A censura tem dono, e não vem do chão de fábrica. Inclusive temos editores entre os integrantes do grupo que pretende mapear as denúncias.
Queremos dizer ainda que ficamos felizes que a empresa lembre que temos um Manual de Jornalismo, tão pouco usado atualmente pelos gestores (só lembrar da “reportagem” da Agência Brasil, feita de offs e sem checagem, e que foi chamada de “fake news” pelo ministro da Cultura). Tomamos isso como um chamado para que o Manual seja respeitado de fato daqui para frente.
Por outro lado, estimamos que a mesma rapidez com que a EBC formulou a resposta seja adotada também para, por exemplo, definir uma ouvidora ou ouvidor a partir de critérios técnicos e com perfil idôneo, e que realize o trabalho com independência e honestidade. Já existem diversas cobranças nesse sentido, por escrito e faladas. A própria equipe do setor já relatou à presidência a forma com que a ouvidora interina trata os funcionários – como se não bastasse o desmonte do único espaço de monitoramento de conteúdo que nos sobrou. Esperamos também que a mesma celeridade seja empregada para que a gestão reative o Comitê Editorial e se esmere em apurar e punir gestores que assediam empregados e praticam a censura na empresa.
Por fim, comunicamos que não vamos no intimidar com a nota da EBC e seguiremos realizando o trabalho. Estamos abertos a todos os funcionários que tenham observações e pedidos de mudanças a serem feitas no formulário. Estamos juntos. E reforçamos que o mapeamento NÃO tem o objetivo de expor nomes das equipes envolvidas. A proteção da identidade dos denunciantes e citados é garantida. Editores, fiquem à vontade para denunciar. Até mesmo coordenadores insatisfeitos com orientações passadas por superiores podem enviar seus relatos.

Entidades de trabalhadores da EBC estruturam GT para sistematizar casos de censura e linha editorial governista nos veículos da casa

 

Não é de hoje que temos sofrido com casos de censura no jornalismo da EBC. As coisas se tornaram ainda piores desde que o governo resolveu impor, particularmente à Agência Brasil, mas também aos demais veículos, uma linha editorial governista, borrando as fronteiras entre comunicação pública e estatal. Com o objetivo de sistematizar essa denúncia, que não deve ser feita apenas de maneira genérica, a Comissão de Empregados da EBC decidiu, com o apoio dos sindicatos, estruturar um GT que se ocupe dos casos de censura e linha editorial governista nos veículos da casa. O objetivo é reunir material que possa dar subsídio à construção de dossiês da censura e governismo na EBC, que deverão circular tanto internamente, junto aos trabalhadores e direção da empresa, quanto externamente, em denúncia a entidades e ao Ministério Público.
Se você já sofreu censura na casa e deseja contribuir, deve preencher o formulário disponível em http://bit.ly/censuraebc, detalhando como foi o caso e qual a justificativa da chefia – isso quando há uma. Você também deve enviar para comissaoempregadosebc@gmail.com a prova da censura, como a versão original do texto ou arquivo de áudio produzida e a censurada, ou mesmo a sugestão de pauta por escrito e a recusa da chefia em fazer.
Já em termos de linha editorial governista, o que pretendemos é monitorar a sua ocorrência, já que a ouvidoria da EBC foi desmontada pela direção da empresa e hoje já não cumpre o importante papel de outrora. Nesse caso, quem quiser contribuir deve enviar para comissaoempregadosebc o print do texto ou o link da matéria no youtube ou site da Radioagência. Aqui a idéia é que não apenas trabalhadores da EBC participem, mas também nosso público, pesquisadores e entidades eventualmente interessadas.
A partir das denúncias reunidas, pretendemos lançar dossiês periódicos que serão disponibilizados no site ebcsequestrada.wordpress.com . O primeiro deve sair já no início de julho, então é bom correr.
Participe você também e nos ajude a mapear os caminhos da censura e do governismo nos veículos da EBC!

NOTA DE REPÚDIO – Uso político da Agência Brasil

A Comissão de Empregados da EBC, os Sindicatos dos Jornalistas do DF, Rio e SP, o Sindicato dos Radialistas do DF, RJ e SP e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiam com veemência o uso político da Agência Brasil e o flagrante desrespeito à Norma de Jornalismo 801 praticados nesta terça-feira (12) pela gerente-executiva Mara Andrea Bergamaschi e pela gerente Renata Giraldi. Responsáveis pelo veículo, elas autorizaram a publicação da matéria “Ministro da Cultura deverá pedir demissão”, que ficou várias horas como manchete do veículo [http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2018-06/ministro-da-cultura-deve-pedir-demissao].

Ao contrário do que preconiza a Norma – Manual de Jornalismo da EBC -, que trata o “off” como excepcionalidade, a publicação não cita nenhuma fonte, além de fazer mera especulação sobre possível saída do ministro da Cultura do órgão, informação desmentida posteriormente pelo próprio Ministério da Cultura.

Segundo a Norma 801, as notícias da empresa devem “primar pelo interesse público, pela honestidade, pela precisão – inclusive no reconhecimento de erros – e pela clareza”. O documento afirma ainda que o jornalismo da EBC “não publica sensacionalismo, rumores ou revelações feitas no anonimato, ressalvadas as situações regradas no Manual sobre o uso do off”.

A reportagem especulativa sobre a possível saída do ministro da Cultura do cargo, além de manchar e envergonhar o trabalho dos profissionais concursados da empresa, fez com que a Agência Brasil fosse ridicularizada em veículo jornalístico comercial e classificada como “agência de recados do Palácio do Planalto”. Além disso, poucas horas após a publicação da “reportagem”, o Ministério da Cultura divulgou nota pública desmentindo o que fora publicado pela ABr.

Corrigidas pelo Ministério, as chefias da Agência Brasil, em vez de publicar o erramos e pedir desculpa, veicularam uma matéria em que tentam justificar o injustificável, o que mais uma vez fere gravemente o Manual de Jornalismo da EBC.

Já havia causado preocupação e estranheza as entidade representativas um editorial publicado na Agência Brasil no último dia 1º de junho [http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2018-06/temer-ainda-estuda-nome-para-presidencia-da-petrobras] sobre a escolha do novo presidente da Petrobras. Algo inédito na história do veículo e com tom favorável ao governo, mais uma vez em desacordo com o Manual de Jornalismo da EBC.

Outra afronta à comunicação pública e ao jornalismo da EBC praticada pela atual gestão da Agência Brasil ocorreu no último dia 7, quando o veículo publicou matéria em que afirmou, categoricamente, que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) havia concluído que a reforma trabalhista “é compatível” com a Convenção 98 da entidade. [http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-06/oit-reforma-trabalhista-respeita-negociacao-coletiva-de-trabalhadores].

Por conta disso, a Agência Brasil foi, mais uma vez, ridicularizada nacionalmente e acusada de publicar Fake News. Isso porque, diferentemente do que informou matéria assinada pela própria gerente Renata Giraldi, a OIT ressaltou que não tomou nenhuma decisão sobre o tema e que apenas pediu esclarecimentos ao governo brasileiro. [https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/06/12/oit-reforma-trabalhista.htm].

Mais uma vez, a atual gestão da ABr em vez de corrigir o erro, tergiversou e enganou os leitores. No lugar do “erramos”, o veículo publicou matéria dizendo que as “centrais sindicais tinham dúvida sobre a decisão da OIT” [http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-06/centrais-avaliam-que-oit-ainda-tem-duvidas-sobre-reforma-trabalhista] e outra ressaltando visão equivocada do Ministério do Trabalho [http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-06/ministro-rebate-que-brasil-esteja-na-chamada-lista-suja-da-oit].

“O mais alto valor de qualquer empresa de comunicação é a credibilidade. Por isso, a precisão e a objetividade devem ser obstinação. O rigor com a exatidão de dados e informações é OBRIGATÓRIO. O repórter deve pesquisar ou se servir de pesquisas da produção sobre o fato antes de sair para a cobertura. Deve tomar conhecimento do que mais importante tiver sido publicado a respeito e pedir orientação aos editores e pauteiros”, impõe o Manual de Jornalismo da EBC em vigor.

A linha editorial adotada pela nova gestão da Agência Brasil coloca em xeque anos de trabalho em prol da credibilidade do veículo e de todo o jornalismo público da EBC. Diante disso, a Comissão de Empregados e os Sindicatos pedirão ao presidente da empresa, Alexandre Parola, que faça valer na Agência Brasil o que ele disse ao tomar posse, “que a instituição é um bem público que pertence à sociedade brasileira” [http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-05/ao-tomar-posse-alexandre-parola-destaca-papel-publico-da-ebc].

Além disso, as entidades informam que estão coletando dados sobre casos de censura e governismo na Agência Brasil e nos demais veículos públicos da empresa para montar um dossiê, a ser levado à direção e aos órgãos de fiscalização. Sendo assim, pedimos aos empregados que entrem em contato com a Comissão de Empregados para denunciar episódios de censura por meio do email: comissaoempregadosebc@gmail.com.

Comissão de Empregados da EBC
Sindicatos dos Jornalistas do DF, Rio e SP
Sindicato dos Radialistas do DF, RJ e SP
Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)

NOTA DE REPÚDIO

A Comissão de Empregados da EBC vem a público repudiar a advertência aplicada à repórter Camila Cruvinel Boehm, lotada na Agência Brasil, em São Paulo, por causa de postagem temporária em rede social pessoal, sem vínculos com a empresa.

No mês de abril, em meio à cobertura da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a empregada publicou no Stories (disponível por apenas 24 horas), na conta particular dela no Instagram, imagem alusiva ao ex-presidente.

Supreendentemente, dias depois, Boehm foi notificada da abertura de processo disciplinar a pedido do gerente da Agência Brasil em São Paulo, Alexssander Soares, a partir de um print da publicação pessoal.

Mesmo sem a publicação conter qualquer relação com a empresa e desconsiderando os argumentos apresentados pela profissional na defesa dela, Camila Cruvinel Boehm foi advertida formalmente por supostamente violar norma 301 do Regulamento de Pessoal da EBC.

A medida, inaceitável, é autoritária e tem caráter persecutório. Em nenhum momento a profissional teve atuação político-partidária panfletária na empresa. Mesmo assim, em sua defesa, Camila Boehm firmou compromisso de evitar situações semelhantes. Perplexa com o ocorrido, e mesmo convicta de não ter desrespeitado normas internas, formalizou pedido de desculpas e reafirmou o compromisso com as normas da administração e a comunicação públicas, fatos ignorados pela comissão que analisou o caso e aplicou a advertência.

A celeridade do procedimento inquisitório e a aplicação de advertência à repórter contrastam com a morosidade e a condescendência da empresa em relação às várias denúncias de assédio contra coordenadores e gerentes. A publicação de post racista e de grande repercussão negativa para a empresa por parte do ex-presidente Rímoli, por exemplo, não teve tratamento semelhante.

Diante da inexistência de desrespeito às normas internas, a Comissão de Empregados pede o cancelamento da advertência aplicada à profissional. A comissão espera ainda que a nova direção da empresa possa mudar a forma com que a relação gestores-funcionários se dá na EBC, adotando ações concretas para impedir o assédio e capacitando os titulares de cargos de confiança para lidar de forma mais humana e dialogada com os subordinados.

Comissão de Empregados EBC