Que vergonha esse “EBC Desinforma”!

O EBC Informa divulgado nesta terça-feira causou surpresa à Comissão de Empregados e demais funcionários que se dedicam a mapear casos de censura e linha editorial governista. Primeiro, porque o próprio presidente da EBC, Alexandre Parola, ao receber integrantes da Comissão e dos sindicatos do DF, pediu que reuníssemos provas dos problemas apresentados a ele, especialmente a respeito de censura, assédio e adoecimento de funcionários. Não só foi comunicado a Parola que estávamos iniciando esses mapeamentos, como foi acordado que entregaríamos o resultado ao presidente.
Segundo, porque a empresa tomou para si a função de falar pelos editores, tentando dividir os trabalhadores e claramente eximindo os gestores da responsabilidade. Ao usar essa estratégia, a gestão acabou atribuindo a responsabilidade pela censura a funcionários que não possuem poder de decisão determinante sobre a nossa linha editorial e abordagem de conteúdos – especialmente assuntos de interesse do governo federal. Nos causa indignação que a DIREX desconheça as entidades dos trabalhadores e se refira a elas como “um grupo de empregados”. Nos indigna também que aponte os editores como culpados da censura. Devemos lembrar que a responsabilidade é do chefe do setor. Existe uma relação de subordinação que limita a autonomia dos funcionários. E sabemos bem que as orientações são passadas de cima para baixo. Temos inclusive reportagens sem assinatura de repórter e editor, e muito material editado diretamente pelas chefias. A censura tem dono, e não vem do chão de fábrica. Inclusive temos editores entre os integrantes do grupo que pretende mapear as denúncias.
Queremos dizer ainda que ficamos felizes que a empresa lembre que temos um Manual de Jornalismo, tão pouco usado atualmente pelos gestores (só lembrar da “reportagem” da Agência Brasil, feita de offs e sem checagem, e que foi chamada de “fake news” pelo ministro da Cultura). Tomamos isso como um chamado para que o Manual seja respeitado de fato daqui para frente.
Por outro lado, estimamos que a mesma rapidez com que a EBC formulou a resposta seja adotada também para, por exemplo, definir uma ouvidora ou ouvidor a partir de critérios técnicos e com perfil idôneo, e que realize o trabalho com independência e honestidade. Já existem diversas cobranças nesse sentido, por escrito e faladas. A própria equipe do setor já relatou à presidência a forma com que a ouvidora interina trata os funcionários – como se não bastasse o desmonte do único espaço de monitoramento de conteúdo que nos sobrou. Esperamos também que a mesma celeridade seja empregada para que a gestão reative o Comitê Editorial e se esmere em apurar e punir gestores que assediam empregados e praticam a censura na empresa.
Por fim, comunicamos que não vamos no intimidar com a nota da EBC e seguiremos realizando o trabalho. Estamos abertos a todos os funcionários que tenham observações e pedidos de mudanças a serem feitas no formulário. Estamos juntos. E reforçamos que o mapeamento NÃO tem o objetivo de expor nomes das equipes envolvidas. A proteção da identidade dos denunciantes e citados é garantida. Editores, fiquem à vontade para denunciar. Até mesmo coordenadores insatisfeitos com orientações passadas por superiores podem enviar seus relatos.

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Entidades de trabalhadores da EBC estruturam GT para sistematizar casos de censura e linha editorial governista nos veículos da casa

 

Não é de hoje que temos sofrido com casos de censura no jornalismo da EBC. As coisas se tornaram ainda piores desde que o governo resolveu impor, particularmente à Agência Brasil, mas também aos demais veículos, uma linha editorial governista, borrando as fronteiras entre comunicação pública e estatal. Com o objetivo de sistematizar essa denúncia, que não deve ser feita apenas de maneira genérica, a Comissão de Empregados da EBC decidiu, com o apoio dos sindicatos, estruturar um GT que se ocupe dos casos de censura e linha editorial governista nos veículos da casa. O objetivo é reunir material que possa dar subsídio à construção de dossiês da censura e governismo na EBC, que deverão circular tanto internamente, junto aos trabalhadores e direção da empresa, quanto externamente, em denúncia a entidades e ao Ministério Público.
Se você já sofreu censura na casa e deseja contribuir, deve preencher o formulário disponível em http://bit.ly/censuraebc, detalhando como foi o caso e qual a justificativa da chefia – isso quando há uma. Você também deve enviar para comissaoempregadosebc@gmail.com a prova da censura, como a versão original do texto ou arquivo de áudio produzida e a censurada, ou mesmo a sugestão de pauta por escrito e a recusa da chefia em fazer.
Já em termos de linha editorial governista, o que pretendemos é monitorar a sua ocorrência, já que a ouvidoria da EBC foi desmontada pela direção da empresa e hoje já não cumpre o importante papel de outrora. Nesse caso, quem quiser contribuir deve enviar para comissaoempregadosebc o print do texto ou o link da matéria no youtube ou site da Radioagência. Aqui a idéia é que não apenas trabalhadores da EBC participem, mas também nosso público, pesquisadores e entidades eventualmente interessadas.
A partir das denúncias reunidas, pretendemos lançar dossiês periódicos que serão disponibilizados no site ebcsequestrada.wordpress.com . O primeiro deve sair já no início de julho, então é bom correr.
Participe você também e nos ajude a mapear os caminhos da censura e do governismo nos veículos da EBC!

NOTA DE REPÚDIO – Uso político da Agência Brasil

A Comissão de Empregados da EBC, os Sindicatos dos Jornalistas do DF, Rio e SP, o Sindicato dos Radialistas do DF, RJ e SP e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiam com veemência o uso político da Agência Brasil e o flagrante desrespeito à Norma de Jornalismo 801 praticados nesta terça-feira (12) pela gerente-executiva Mara Andrea Bergamaschi e pela gerente Renata Giraldi. Responsáveis pelo veículo, elas autorizaram a publicação da matéria “Ministro da Cultura deverá pedir demissão”, que ficou várias horas como manchete do veículo [http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2018-06/ministro-da-cultura-deve-pedir-demissao].

Ao contrário do que preconiza a Norma – Manual de Jornalismo da EBC -, que trata o “off” como excepcionalidade, a publicação não cita nenhuma fonte, além de fazer mera especulação sobre possível saída do ministro da Cultura do órgão, informação desmentida posteriormente pelo próprio Ministério da Cultura.

Segundo a Norma 801, as notícias da empresa devem “primar pelo interesse público, pela honestidade, pela precisão – inclusive no reconhecimento de erros – e pela clareza”. O documento afirma ainda que o jornalismo da EBC “não publica sensacionalismo, rumores ou revelações feitas no anonimato, ressalvadas as situações regradas no Manual sobre o uso do off”.

A reportagem especulativa sobre a possível saída do ministro da Cultura do cargo, além de manchar e envergonhar o trabalho dos profissionais concursados da empresa, fez com que a Agência Brasil fosse ridicularizada em veículo jornalístico comercial e classificada como “agência de recados do Palácio do Planalto”. Além disso, poucas horas após a publicação da “reportagem”, o Ministério da Cultura divulgou nota pública desmentindo o que fora publicado pela ABr.

Corrigidas pelo Ministério, as chefias da Agência Brasil, em vez de publicar o erramos e pedir desculpa, veicularam uma matéria em que tentam justificar o injustificável, o que mais uma vez fere gravemente o Manual de Jornalismo da EBC.

Já havia causado preocupação e estranheza as entidade representativas um editorial publicado na Agência Brasil no último dia 1º de junho [http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2018-06/temer-ainda-estuda-nome-para-presidencia-da-petrobras] sobre a escolha do novo presidente da Petrobras. Algo inédito na história do veículo e com tom favorável ao governo, mais uma vez em desacordo com o Manual de Jornalismo da EBC.

Outra afronta à comunicação pública e ao jornalismo da EBC praticada pela atual gestão da Agência Brasil ocorreu no último dia 7, quando o veículo publicou matéria em que afirmou, categoricamente, que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) havia concluído que a reforma trabalhista “é compatível” com a Convenção 98 da entidade. [http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-06/oit-reforma-trabalhista-respeita-negociacao-coletiva-de-trabalhadores].

Por conta disso, a Agência Brasil foi, mais uma vez, ridicularizada nacionalmente e acusada de publicar Fake News. Isso porque, diferentemente do que informou matéria assinada pela própria gerente Renata Giraldi, a OIT ressaltou que não tomou nenhuma decisão sobre o tema e que apenas pediu esclarecimentos ao governo brasileiro. [https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/06/12/oit-reforma-trabalhista.htm].

Mais uma vez, a atual gestão da ABr em vez de corrigir o erro, tergiversou e enganou os leitores. No lugar do “erramos”, o veículo publicou matéria dizendo que as “centrais sindicais tinham dúvida sobre a decisão da OIT” [http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-06/centrais-avaliam-que-oit-ainda-tem-duvidas-sobre-reforma-trabalhista] e outra ressaltando visão equivocada do Ministério do Trabalho [http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-06/ministro-rebate-que-brasil-esteja-na-chamada-lista-suja-da-oit].

“O mais alto valor de qualquer empresa de comunicação é a credibilidade. Por isso, a precisão e a objetividade devem ser obstinação. O rigor com a exatidão de dados e informações é OBRIGATÓRIO. O repórter deve pesquisar ou se servir de pesquisas da produção sobre o fato antes de sair para a cobertura. Deve tomar conhecimento do que mais importante tiver sido publicado a respeito e pedir orientação aos editores e pauteiros”, impõe o Manual de Jornalismo da EBC em vigor.

A linha editorial adotada pela nova gestão da Agência Brasil coloca em xeque anos de trabalho em prol da credibilidade do veículo e de todo o jornalismo público da EBC. Diante disso, a Comissão de Empregados e os Sindicatos pedirão ao presidente da empresa, Alexandre Parola, que faça valer na Agência Brasil o que ele disse ao tomar posse, “que a instituição é um bem público que pertence à sociedade brasileira” [http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-05/ao-tomar-posse-alexandre-parola-destaca-papel-publico-da-ebc].

Além disso, as entidades informam que estão coletando dados sobre casos de censura e governismo na Agência Brasil e nos demais veículos públicos da empresa para montar um dossiê, a ser levado à direção e aos órgãos de fiscalização. Sendo assim, pedimos aos empregados que entrem em contato com a Comissão de Empregados para denunciar episódios de censura por meio do email: comissaoempregadosebc@gmail.com.

Comissão de Empregados da EBC
Sindicatos dos Jornalistas do DF, Rio e SP
Sindicato dos Radialistas do DF, RJ e SP
Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)

NOTA DE REPÚDIO

A Comissão de Empregados da EBC vem a público repudiar a advertência aplicada à repórter Camila Cruvinel Boehm, lotada na Agência Brasil, em São Paulo, por causa de postagem temporária em rede social pessoal, sem vínculos com a empresa.

No mês de abril, em meio à cobertura da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a empregada publicou no Stories (disponível por apenas 24 horas), na conta particular dela no Instagram, imagem alusiva ao ex-presidente.

Supreendentemente, dias depois, Boehm foi notificada da abertura de processo disciplinar a pedido do gerente da Agência Brasil em São Paulo, Alexssander Soares, a partir de um print da publicação pessoal.

Mesmo sem a publicação conter qualquer relação com a empresa e desconsiderando os argumentos apresentados pela profissional na defesa dela, Camila Cruvinel Boehm foi advertida formalmente por supostamente violar norma 301 do Regulamento de Pessoal da EBC.

A medida, inaceitável, é autoritária e tem caráter persecutório. Em nenhum momento a profissional teve atuação político-partidária panfletária na empresa. Mesmo assim, em sua defesa, Camila Boehm firmou compromisso de evitar situações semelhantes. Perplexa com o ocorrido, e mesmo convicta de não ter desrespeitado normas internas, formalizou pedido de desculpas e reafirmou o compromisso com as normas da administração e a comunicação públicas, fatos ignorados pela comissão que analisou o caso e aplicou a advertência.

A celeridade do procedimento inquisitório e a aplicação de advertência à repórter contrastam com a morosidade e a condescendência da empresa em relação às várias denúncias de assédio contra coordenadores e gerentes. A publicação de post racista e de grande repercussão negativa para a empresa por parte do ex-presidente Rímoli, por exemplo, não teve tratamento semelhante.

Diante da inexistência de desrespeito às normas internas, a Comissão de Empregados pede o cancelamento da advertência aplicada à profissional. A comissão espera ainda que a nova direção da empresa possa mudar a forma com que a relação gestores-funcionários se dá na EBC, adotando ações concretas para impedir o assédio e capacitando os titulares de cargos de confiança para lidar de forma mais humana e dialogada com os subordinados.

Comissão de Empregados EBC

Nota de pesar pela morte de Alberto Dines

“No jornalismo, técnica e ética são inseparáveis”

Com importantes lições deixadas aos jornalistas bem-intencionados, Alberto Dines partiu.

Incansável, apresentou o programa Observatório da Imprensa, na TV Brasil, por anos, mostrando que é possível fazer jornalismo com inteligência, profissionalismo e ética. Saiu do ar em 2016 com as mudanças implantadas na EBC que acabaram com os programas críticos na emissora.

Ao longo da vida, Dines, com sua postura correta, enfrentou interesses corporativos e industriais. Foi umas das principais vozes do jornalismo na ditadura militar.

Ele ainda tomou para si a nobre missão de elevar o jornalismo, formando milhares de comunicadores pelo país, estimulando debates sobre a imprensa.

Nós, jornalistas e radialistas da EBC, lamentamos sua morte e somos solidários com a família.

Comissão de Empregados da EBC

PERFIL DILSON COSTA

olá caros colegas,me chamo Dilson e estou postulando uma vaga dentre os representantes dos empregados para formamos uma equipe proba ,com a intenção de valorizar todos nós junto á empresa,braço forte rumo a uma empresa leal ás reivindicações dos empregados e empregadas.CONTO COM O VOTO DE TODOS.

 

PERFIL DAVI LIMA

Prezados,

Me chamo Davi Lima do Nascimento, trabalho a 5 anos na EBC – na Edição de Imagens da TV Brasil.  Sou candidato a Comissão de Empregados da EBC para esse ano de 2018 e 2019. Vamos junto buscar melhorias para nosso ACT e com diálogos tirar do papel esse Plano de Cargos e Salários. A EBC precisa de você e de todos para que lutemos juntos por uma Comunicação Pública. Peço seu voto!!! Conte comigo na Comissão de Empregados

PERFIL IVAN RICHARD

Mais um vez, coloco meu nome à disposição dos colegas para fazer parte da Comissão de Empregados e seguir na luta pela #EBC, pela #ComunicaçãoPública e por melhores condições de trabalho para todas e todos. Aproveito a oportunidade para fazer uma breve retrospectiva da atuação como representante das trabalhadoras e dos trabalhadores da EBC no último ano:

Ao lado de praticamente todos os demais membros eleitos, a Comissão de Empregados liderou mobilizações importantes que resultaram na EXONERAÇÃO DOS CARGOS de um gerente e de um gerente-executivo que perseguiam e assediam trabalhadores na Agência Brasil; participamos ativamente, ao lado dos sindicatos, da discussão do ACT, que manteve diretos; conseguimos reverter decisão esdrúxula da Direção da Empresa de limitar a concessão Ticket-Extra. Além disso, foram inúmeros encontros, diálogos com colegas, de vários setores, para reverter ações arbitrárias e, muitas vezes, ilegais.

Em 2018, completei dez anos de empresa. E a participação na Comissão de Empregados reforçou ainda mais minha convicção de que temos que tomar partido!! Temos que Lutar!! Não podemos apenas nos conformar!!

E é com essa disposição que PEÇO O VOTO dos colegas para continuar defendendo os interesses das empregadas e dos empregados da EBC, sem rabo preso com ninguém!!!

Ivan Richard Esposito

TV Brasil

PERFIL ALAN FERREIRA

Fala pessoal, Alan Ferreira, editor de imagens, jornalista, vascaíno e fã do Michael Jackson. Nesses 5 anos aqui na EBC eu aprendi que entra governo, sai governo, sempre tem um “compadre” da presidência da república aí no comando da bagaça! Que, dependendo do humor do rapaz, algumas coisas andam… outras não!
Só que vocês já pararam para pensar o tanto de “compadres” que passaram por aqui? E a gente? A gente fica, a gente permanece…

Quem faz essa empresa acontecer são os seus funcionários e funcionárias.

Não importa se o meu colega é Flamenguista, o que for bom pra ele, será bom pra mim também!

União não faz só açúcar, união faz mudanças, união faz acontecer!

Esse ano é IMPORTANTE DEMAIS DA CONTA, um momento chave, para o país e para a EBC… Quer queira, quer não, estamos diante de um cenário no qual pode haver uma mudança significativa no status quo, como também não! Mas de qualquer forma é imprescindível que tenhamos uma Comissão de Empregados empenhada em realizar o diálogo com os candidatos postos ao cargo da Presidência da República, no sentido de conscientizar e tentar trazer para os seus planos de governo o compromisso com a manutenção do projeto de comunicação pública e se possível for o seu fortalecimento!


Minhas propostas:


  • Comissão de Empregados entrar em contato com os candidatos à presidência da república e pessoalmente discutir o plano de governo na busca do compromisso da manutenção do projeto de comunicação pública e alternativas para o seu fortalecimento;

  • Buscar junto a DIREX o reconhecimento oficial da Comissão de Empregados, abrindo a possibilidade de enviar emails aos funcionários pelo mailing, como ebc informa por exemplo;

  • Dialogar com a DIREX no sentido de dar vida ou tal Comitê Editorial e de Programação;

  • Auxiliar as demandas dos colegas batendo na porta da diretoria diariamente, se for necessário, estamos em Brasília, aqui os engravatados não tem onde se esconder!

  • Conversar amigavelmente com a diretoria da empresa, no sentido de pedir que sejam feitas as negociações do acordo coletivo, apesar dos Sindicatos fazerem questão de deixar bem claro que, abro aspas: “a dinâmica prevista LEGALMENTE para o processo é clara: os interlocutores são os sindicatos, as pautas são aprovadas em assembleia e as negociação se dão com as entidades sindicais, sendo as propostas da empresa aprovadas ou rejeitadas em assembleia.” Creio que qualquer funcionário possa pedir ao diretor da empresa que receba os sindicatos, que avalie as propostas dos empregados e ponha a mão no coração para chegarmos ao melhor acordo possível!

  • Eu ainda acredito em Deus, pois ele é o Deus dos Milagres!


Por fim, digo que precisamos de diplomacia, diálogo.

Conversando as pessoas se entendem.

Com uma boa relação de todos os atores envolvidos podemos construir uma janela, uma porta ou uma bola comungando a mandioca e o milho!

Foi um prazer, Obrigado!

 

Att.
Alan Ferreira
TCP/Edição e Finalização de Imagens
Coordenação de Criação, Produção e Edição de Chamadas da TV Brasil
Cel. (61)98219-1144

PERFIL SUMAIA VILLELA

Olá!

Vim de Alagoas para Brasília com o sonho de participar do projeto de comunicação pública nacional. Estou na empresa há seis anos. Comecei na NBR/Voz do Brasil. Depois de Processo Seletivo Interno (PSI), virei correspondente da Agência Brasil e da Rádio Nacional no Recife (PE). No 2º semestre do ano passado, a empresa determinou que os correspondentes de cinco capitais voltassem às praças, quando passei a trabalhar no Radiojornalismo.

Em todo meu tempo de casa, participei das mobilizações e greves para conquista e manutenção de direitos, da defesa do caráter público da empresa e do respeito à equidade de gênero e raça na EBC. E, como muitos empregados de diversos setores e funções, tive minhas atividades diretamente afetadas por decisões de gestão que, na minha avaliação, estão diminuindo a relevância da empresa e seguindo um caminho oposto do necessário para um projeto de comunicação pública valorizada e também para um ambiente saudável e estimulante para os funcionários.

1 – Acordo Coletivo

O papel da Comissão de Empregados é, junto com os sindicatos e o nosso representante no Conselho de Administração, articular as mobilizações do coletivo e conversar com representantes da empresa a respeito de demandas múltiplas.

Entre os temas que considero prioritários está o Acordo Coletivo deste ano que, apesar de não ser negociado formalmente pela Comissão, tem nessa instância de representação um espaço para receber dúvidas, propostas, articular ações e divulgar assembleias e debates. Vamos ter um ano difícil de negociação, a exemplo do ano passado, com o agravante de ser este um ano eleitoral.

2- Transparência, oportunidades e menos assédio

Outras demandas que citarei de forma mais aprofundada durante a campanha são o retorno (já anteriormente pouco utilizado) de Processos Seletivos Internos; a cobrança da empresa por ações de combate a assédio e prevenção da depressão e ansiedade; o repúdio a mudanças institucionais que pretendam mudar a natureza de nosso conteúdo de público para estatal; assim como a transparência nas decisões editoriais, administrativas e financeiras.

Em resumo, propostas que apontam um problema cultural de baixa valorização dos trabalhadores da empresa, que vem desde a Radiobrás, fortalecido pela redução da EBC em orçamento, relevância, número de funcionários e projetos inovadores, assim como espaços de participação pública extintos ou precarizados, a exemplo do Conselho Curador e do Comitê Editorial, ou mesmo a incerteza no futuro da nossa Ouvidoria.

3 – Diálogo

Também considero importante uma reconciliação de pautas e de diálogo entre trabalhadores de diferentes funções que vêm se estratificando, em parte pela falta de disposição ao consenso de todos os lados e em parte por uma atuação proposital da empresa em apresentar propostas que nos dividam em momentos decisivos. Não me considero candidata dos jornalistas, mas de diferentes funcionários que podem simpatizar com essa linha de pensamento que apresento aqui.

Espero contribuir com os nomes já eleitos automaticamente para essa gestão da Comissão de Empregados e dar continuidade ao trabalho dos que vieram antes de mim, e que, com raras exceções, representaram bem nosso coletivo. Esse espaço de representação tem uma história de luta e é dessa forma que devemos nos manter.